quinta-feira, 20 de abril de 2023

O capital pós-moderno

O mundo tá meio louco, Tudo muito apressado, A vida muda tão rápida, Que de multicobranças e tarefas, O homem ficou meio abobado; De tanta velocidade, é certo que causado, Tanta loucura que vemos, E até em nossas escolas esses loucos têm chegado; Isso mesmo começou com a tal revolução, Da ciência, dos ingleses, Que vem afetando o cérebro, o corpo e o coração, É justamente isso, no capital de hoje, que tudo isso é traduzido em uma autoexplosão. Sendo essas loucuras : (ansiedade, TDAH, intolerância e individualismo extremo), um resumo de uma doença da mente que, como bem diz o filósofo, é a doença neuronal.

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Sindicato e a panela de pressão: uma analogia perfeita

Sindicato e a panela de pressão: uma analogia perfeita A criação de sindicato no Brasil está diretamente ligada com ampliação dos partidos políticos e a ampliação da vida política brasileira, principalmente com a criação dos partidos de massa, oriundos das camadas de trabalhadores. Formalmente, foram instituídos no Brasil na era Vargas, com a Lei sindical de 1931 (Decreto 19.770) e, com os vários processos de ruptura democrática, houve a proibição de funcionamento dos sindicatos e partidos de massa, com retorno na década 1980, durante a redemocratização. 
Como entidade política, são um espaço de disputas de interesses materiais e políticos, portanto, atores importantes no cenário econômico e político. Para Antunes (2002), o sindicato é consequência dos conflitos de classes, a partir do esforço da classe operária contra a dominação do capital e a exploração do proletariado. Eles fazem parte da Sociedade Civil Organizada e exercem funções de pressão política para obter seus objetivos. Resumidamente, o Estado se organiza em três segmentos sociais: o primeiro setor (Estado), cujo objetivo maior é o bem comum; o segundo setor (Empresas), cujo objetivo maior é o lucro, e o terceiro setor, (SCO), isto é, ONG, comunidades epistêmicas, sociedades sem fins lucrativos, entidades de classes, sindicatos. A SCO não faz parte da organização interna do Estado, sendo juntamente um contraponto entre este, e as entidades organizadas e os cidadãos. 
Compreendida a organização humana como arena de poder, o Interesse é algo precedente em qualquer ação. Sempre, de alguma forma, estamos pensando em adquirir vantagem: a dissuadir alguém de algo, ou buscar algum benefício. Aristóteles dizia que o homem é um animal político porque ele tem a logos, a palavra, e transfere isso em interesse, numa dialógica-política. 
Os sindicados representam grupos de pessoas que atuam em direção a um objetivo, compartilhando interesse comum. Para alcançar esses objetivos, conforme Pasquino (2010, p. 115), há seis recursos que interferem nas probabilidades de sucesso de uma organização de interesse: número de participantes, recurso financeiro disponível, representatividade, qualidade e amplitude dos conhecimentos utilizáveis, colocação estratégica no processo produtivo e nas atividades sociais essenciais ao funcionamento do sistema político e facilidade de intervenção. Às vezes, nem sempre a força sindical é suficiente para atingir os objetivos, sendo, portanto, necessário grupo de pressão externa. Esses grupos de pressão (partidos políticos, ONG, imprensa, o judiciário, comunidades epistêmicas etc.) atuam, em conjunto com os grupos de interesse (sindicato), na mobilização, na demonstração, na solicitação e intermediação, com foco na conquista dos objetivos. 
Aqui, podemos fazer a analogia entre a panela de pressão e o sindicato. A panela de pressão tem nos seus equipamentos o equilíbrio para melhor rapidez no cozimento dos alimentos, de forma que a válvula controla a temperatura ideal para o bom funcionamento. Caso não haja a pressão necessária, não há o cozimento rápido; caso haja pressão demais, a panela pode explodir ou algo pode mudar os objetivos. Assim, para atingir objetivos, sindicatos devem planejar ações e metas, investir na formação política, atingir a pressão adequada e focar no interesse da coletividade.

sábado, 15 de abril de 2023

Política e internet

A política brasileira sempre foi muito ruim, por conta principalmente do eleitorado que não tem formação política para exercer a cidadania. Neste período, ou seja, antes da grande ascensão das mídias sociais, o fazer político seguia uma linha mais homogênea, em que os partidos tinham a principal função de organizar internamente seus candidatos e definir as pautas da campanha. Com o avanço da internet, criou-se os outsiders, figuras pouco conhecidas e ou inexpressivas que chegam rapidamente ao poder. Em muitos casos, são eleitos através de lacração na internet e de discursos vazios, e frases de efeito. Isso tem trazido maior empobrecimento do debate político, do parlamento brasileiro, tornando a política ainda pior, pois são políticos eleitos pelo fenômeno da internet, sem vivência na vida pública e sem encarar os problemas sociais do país com a profundidade necessária. São figuras criadas através de notícias falsas, as quais constroem uma realidade falseada da verdade, bem como criam um espaço de intolerância na internet e na vida da sociedade. O que já era péssimo, ficou insuportável. A internet, se por um lado, pode trazer boas práticas na vida política de uma nação, por outro, quando usada de maneira inadequada, pode piorar e muito a vida das pessoas. Por ser uma mídia à qual todos têm acesso e podem fazer o que quiser, ela se torna ferramenta perigosa à própria condição humana, seja na propagação de violência física, intolerância religiosa, risco à democracia....pois num só perfil, consegue reunir muito de pensamento totalitário, supremacista, extremista-religiosos etc.

Romper a Bolha Informacional: por uma Consciência Crítica no regime da Informação

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